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Vacinação COVID19

Vacinação COVID19

Plano de Vacinação Covid-19 foi apresentado no dia 3 de dezembro pela equipa coordenadora que o desenhou, pela Ministra da Saúde e pelo Primeiro-Ministro. O Governo e a task-force criada para a elaboração do documento definiram os grupos prioritários a quem a vacina deve ser administrada, estabeleceram as fases de vacinação, conceberam a logística de todo o processo e encarregaram-se de garantir a sua segurança.

Quando posso ser vacinado?

Toda a população Portuguesa poderá ser vacinada, desde que seja elegível de acordo com as indicações clínicas aprovadas para cada vacina na União Europeia. Contudo, foram definidos grupos prioritários, por estarem mais vulneráveis à COVID-19:

Segundo o plano de vacinação, que pode sofrer alterações em função da evolução do conhecimento científico e da indicações e contraindicações que venham a ser aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos, a estratégia de vacinação será a seguinte:

  • Fase 1
    • A partir de dezembro de 2020:
      • Profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados a doentes
      • Profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos
      • Profissionais e residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e instituições similares
      • Profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).
    • A partir de fevereiro de 2021:
      • Pessoas de idade ≥50 anos, com pelo menos uma das seguintes patologias:
        • Insuficiência cardíaca
        • Doença coronária
        • Insuficiência renal (Taxa de Filtração Glomerular < 60ml/min)
        • (DPOC) ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.
      • Pessoas com 80 ou mais anos de idade.

Nota Informativa

Espere até ser contactado pelas autoridades de saúde.

  • Está a decorrer a vacinação de pessoas com mais de 80 anos e de 50 anos com doenças associadas (doença coronária, insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou doença pulmonar obstrutiva crónica).
  • As pessoas entre os 50 e os 79 anos com doenças associadas que não são seguidas pelo Serviço Nacional de Saúde devem contactar o seu médico assistente, para garantir a inclusão na primeira fase do plano de vacinação. Serão, depois, contactadas pelo centro de saúde para o agendamento da vacinação.

  • Fase 2 (a partir de abril de 2021):
    • Pessoas de idade ≥65 anos (que não tenham sido vacinadas previamente)
    • Pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias:
      • Diabetes
      • Neoplasia maligna ativa
      • Doença renal crónica (Taxa de Filtração Glomerular > 60ml/min)
      • Insuficiência hepática
      • Hipertensão arterial
      • Obesidade
      • Outras patologias com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico

  • Fase 3 (em data a determinar após a conclusão da segunda fase):
    • Toda a restante população elegível, que poderá ser igualmente priorizada.

O seu médico ou enfermeiro de família poderá informá-lo sobre a fase em que será vacinado.

Espere até ser contactado. O processo de vacinação irá decorrer ao longo do ano de 2021. Não é possível pedir a marcação da sua vacina para a COVID 19. Será contactado pelo Serviço Nacional de Saúde para esse efeito. Agradecemos que aguarde e não contacte o SNS 24 por este motivo.

A vacina é segura?

No desenvolvimento e aprovação das vacinas contra a COVID-19, tal como para qualquer outro medicamento, foi garantida a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos. Os ensaios clínicos das vacinas contra a COVID-19 decorreram de acordo com os procedimentos habituais para ensaios de qualquer vacina.

Dezenas de milhares de voluntários foram vacinados e comparados com o idêntico número de voluntários não-vacinados, quanto à ocorrência de efeitos adversos. O tempo durante o qual os vacinados foram acompanhados após a toma da 2ª dose, ultrapassou as oito semanas. Este é o período durante o qual surgem efeitos adversos comuns após a toma de vacinas, não se tendo observado uma frequência ou gravidade destes efeitos que coloque em causa a segurança das vacinas.

À semelhança do que se passa com qualquer medicamento, os ensaios não podem, contudo, excluir a ocorrência de efeitos adversos muito raros, só detetáveis quando uma vacina é dada a milhões de pessoas. Estes efeitos são detetados pela vigilância implementada pelas autoridades de regulação dos medicamentos de cada país, o INFARMED no caso de Portugal (no contexto do Sistema Nacional de Farmacovigilância).

A vacina é eficaz?

Até ao momento, há uma vacina aprovada pela Comissão Europeia: a Vacina Comirnaty (da BioNTech/Pfizer).

O ensaio clínico principal que suportou a autorização de introdução desta vacina no mercado, e envolveu no total cerca de 44.000 pessoas, demonstrou que a vacina tem uma eficácia de 95%.

Este ensaio demonstrou que a Comirnaty foi eficaz na prevenção da COVID‑19 em pessoas a partir dos 16 anos de idade. Também demonstrou cerca de 95% de eficácia em participantes com risco de doença grave de COVID-19, incluindo aqueles com asma, doença pulmonar crónica, diabetes, hipertensão arterial ou índice de massa corporal ≥ 30 kg/m2.

A vacina vai proteger-me?

Sim. Ser vacinado contra a COVID-19 permite proteger-nos individualmente contra a doença e suas complicações, bem como contribuir para a proteção da saúde pública, através da imunidade de grupo.

Apesar de muito eficazes, as vacinas não evitam completamente o risco de infeção. Contudo, as poucas pessoas vacinadas que foram infetadas, desenvolveram geralmente formas pouco graves de COVID-19.

Tipos de vacina

A Comissão Europeia contratualizou vacinas em nome de todos os Estados Membros através da celebração de contratos de aquisição prévia.

Até ao final de 2020, a Comissão Europeia chegou a acordo com as seguintes empresas farmacêuticas para a aquisição de potenciais vacinas contra a COVID-19, uma vez comprovada a sua segurança e a eficácia:

  • AstraZeneca, para a compra inicial de 300 milhões de doses, com a opção de compra de 100 milhões de doses adicionais;
  • Sanofi-GSK, para a compra de até 300 milhões de doses;
  • Janssen Pharmaceutica NV, uma das empresas farmacêuticas Janssen da Johnson & Johnson, para a compra de 200 milhões de doses, com a possibilidade de adquirir 200 milhões de doses adicionais;
  • BioNTech-Pfizer para a compra inicial de 200 milhões de doses, com a opção de compra de 100 milhões de doses adicionais;
  • CureVac para a compra de 225 milhões de doses, com a opção de compra de 180 milhões de doses adicionais;
  • Moderna para uma compra inicial de 80 milhões de doses, com a opção de compra de 80 milhões de doses adicionais.

A informação, à data de dezembro de 2020, relativa à tipologia de vacina, às condições de armazenamento e às doses alocadas a Portugal encontra-se sumariada na tabela abaixo:

Tabela Vacinas

A vacina tem efeitos secundários?

Tal como qualquer outro medicamento, também a vacina contra a COVID-19 pode ter reações adversas. A maioria delas são ligeiras e de curto prazo e nem todas as pessoas as identificam.

Todas as vacinas, ao estimular as nossas defesas, podem causar efeitos secundários ligeiros e de curta duração. Alguns indivíduos vacinados contra COVID-19 nos ensaios clínicos, relataram ter sentido:

  • dor no local de injeção;
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dor nas articulações;
  • febre.

Outros efeitos como vermelhidão no local da injeção e náuseas ocorreram em menos de 1 em cada 10 casos.

Geralmente, estes efeitos desapareceram ao fim de 24 a 48 horas. Embora a sensação de febre não seja incomum por 2-3 dias, uma temperatura alta é rara e pode indicar que tem COVID-19 ou outra infeção.

Os sintomas após a vacinação normalmente duram menos do que uma semana. Em caso de persistência dos sintomas ou se surgir outra reação que o preocupe, contacte o seu médico assistente ou a Linha SNS24 (808 24 24 24).

Se procurar aconselhamento de um médico, enfermeiro ou farmacêutico, informe-os sobre a sua vacinação para que possam avaliá-lo adequadamente.

Também pode reportar qualquer efeito adverso da vacina através do Portal de Notificação de Reações Adversas (RAM) do INFARMED, I.P.

Como é administrada a vacina?

Para as vacinas contra a COVID-19 que se encontram numa fase mais avançada de desenvolvimento e aprovação, e que previsivelmente serão disponibilizadas nas primeiras fases do plano de vacinação, o percurso vacinal é completado ao fim de duas doses de vacina, intercalados por 3 ou 4 semanas.

Estão em desenvolvimento e investigação vacinas para as quais poderá ser necessária apenas uma dose.

Onde serão administradas as vacinas?

Para a primeira fase, toda a logística da vacinação estará montada de forma a que se possa começar a vacinar em todo o país, utilizando a rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Nos lares e estruturas similares, os trabalhadores e residentes irão ser vacinados no local por profissionais do Serviço Nacional de Saúde que irão deslocar-se às instituições para o efeito e, eventualmente, com apoio de recursos do local.

Os profissionais de saúde e outros profissionais prioritários serão vacinados no âmbito dos Serviços de Saúde Ocupacional das instituições onde trabalham ou de outros serviços de saúde próprios.

O que fazer após a primeira dose?

Depois de ter recebido a primeira dose, deverá agendar a segunda, de acordo com a indicação do médico ou enfermeiro, o que acontecerá logo após ter recebido a primeira dose.

Para ter proteção é importante ter ambas as doses de vacina.

O que fazer se não me sentir bem na data da segunda dose?

Se estiver com febre, tosse, dificuldade respiratória, alterações do paladar ou do olfato não deve ser vacinado e deverá contactar o SNS 24 (808 24 24 24). Também não deve ser vacinado enquanto estiver em isolamento profilático. Não deve ser vacinado se estiver em isolamento, à espera de um teste COVID-19, ou se não tiver a certeza que está bem.

E depois da vacina?

Depois de tomar a vacina ainda necessito de usar máscara e respeitar o distanciamento? Sim!

Mesmo após ser vacinada, a pessoa deve continuar a observar todas as medidas preconizadas para a sua proteção e contenção da transmissão, incluindo o uso de máscara.

Por um lado, um vacinado só se deve considerar protegido de doença sete dias depois da toma da segunda dose da vacina. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

Por outro, desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática. As vacinas conferem proteção contra a doença, mas não necessariamente contra ser portador e transmissor do vírus, sem exibir sintomas. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos portadores do vírus sem o saber.

Lembre-se:

A COVID-19 transmite-se através de gotículas expiradas pelo nariz ou boca, particularmente ao falar ou tossir. Também pode ser transmitida tocando nos olhos, nariz e boca após contato com objetos ou superfícies contaminadas.

Vacine-se: ajude a proteger os mais vulneráveis.

Se precisar de mais informações sobre a vacinação COVID-19, também pode reportar quaisquer efeitos adversos da vacina através do Portal de Notificação de Reações Adversas (RAM) https://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram)

Posso ser infetado pela vacina?

Não. Não pode ser infetado através da vacina, pois as vacinas não contêm vírus que causam a doença. No entanto, é possível ter contraído COVID-19 nos dias antes ou imediatamente após a vacinação e surgirem os sinais da doença poucos dias depois da vacinação.

As manifestações mais frequentes de COVID-19 são:

  • tosse;
  • febre;
  • Dificuldade respiratória ou falta de ar
  • perda ou alteração do seu paladar/gosto ou olfato/cheiro.

Se tiver alguma destas queixas, fique em casa e contacte a Linha SNS24 (808 24 24 24).

Se precisar de mais informações sobre sintomas, visite covid19.min-saude.pt

Fui vacinado contra a gripe, também preciso da vacina COVID-19?

Se for elegível para ambas as vacinas, deve ser vacinado para as duas, mas administradas separadamente com o tempo adequado.

Já tive a doença, devo tomar a vacina?

A grande maioria das pessoas que já tiveram COVID-19 adquiriram proteção contra a doença. Presentemente, essa proteção aparenta durar pelo menos três ou quatro meses, mas só com o tempo se saberá por quanto tempo mais se prolonga.

A maioria dos especialistas considera ser seguro que quem já teve a doença tome a vacina. Contudo, enquanto o número de vacinas for muito limitado, as pessoas que tiveram COVID-19 no passado não serão priorizadas.

Não sei se já tive a doença, posso tomar a vacina?

Não existe evidência que justifique quaisquer preocupações de segurança ao vacinar pessoas com história anterior de infeção por SARS-CoV-2, ou com anticorpos contra a COVID-19 detetáveis.

Se eu estiver infetado sem o saber (assintomático), será perigoso tomar a vacina?

Não existem evidências científicas que sugiram que a vacinação representa um risco para uma pessoa com infeção assintomática por SARS-CoV-2.

Monitorização do processo

Serão publicadas aqui atualizações periódicas do estado da execução da campanha de vacinação.


28 de Janeiro 2020

Já foram administradas 315.737 vacinas

  • Toma da primeira dose da vacina concluída em todos os lares esta semana (salvo onde há surtos ativos);
  • 168 mil pessoas já vacinadas em lares e unidades de cuidados continuados (utentes e trabalhadores);

Quem será vacinado a seguir?

  • Pessoas com 50 ou mais anos de idade (com patologias);
  • Pessoas com 80 ou mais anos de idade;
  • Trabalhadores de funções essenciais, Forças Armadas, Forças e Serviços de Segurança e Bombeiros;
  • Titulares de orgãos de soberania e altos cargos com funções no quadro do Estado de Emergência.

Como será convocado para o agendamento da vacinação?

  • SMS, chamada telefónica ou carta;
  • Na véspera do dia agendado será enviado um lembrete por SMS a todos os utentes a vacinar.

Para outras questões, consulte as Perguntas Mais Frequentes sobre a Vacinação COVID-19 (FAQ’s)

Contacte o serviço de saúde ocupacional ou equivalente da instituição onde trabalha se é:

  • Profissional de saúde envolvido na prestação de cuidados a doentes
  • Profissional das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos
  • Profissional ou residente numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) ou instituição similar
  • Profissional ou utente da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Se não faz parte do grupo prioritário acima mencionado, informamos que os contactos serão atualizados mais próximos da fase de vacinação que está prevista ocorrer a partir de fevereiro de 2021. Não é possível pedir a marcação da sua vacina para o COVID-19. Será contactado pelo Serviço Nacional de Saúde para esse efeito. Agradecemos que aguarde e não contacte o SNS 24 por este motivo.

Faça o download do Plano de Vacinação Contra a COVID-19

Faça o download da Apresentação do Plano de Vacinação Contra a COVID-19