Defesa Nacional

AMN

A Autoridade Marítima Nacional interditou todas as atividades desportivas ou de lazer que impliquem aglomerados de pessoas, nas praias do Continente, Madeira e Açores, de forma a minimizar a probabilidade de disseminação da COVID-19.

O Laboratório Militar disponibilizou as suas instalações para se constituir como reserva nacional de stocks de Equipamentos de Proteção Individual e para proceder à gestão logística e de distribuição. Atualmente atua como reserva estratégica da DGS, Infarmed e da Cruz Vermelha, armazenando e gerindo Equipamentos de Proteção Individual. Está também disponível para atuar como Reserva Estratégica de Medicamentos considerados essenciais, assegurando o armazenamento, a gestão logística e a distribuição de medicamentos e dispositivos médicos. Têm capacidade de produção de gel desinfetante e de paracetamol.

A Unidade Laboratorial de Defesa Biológica e Química já tem capacidade para realizar análises de despiste do novo coronavírus com procedimentos de análise e diagnóstico da Covid- 19 que serão equiparáveis aos do Laboratório de Referência Nacional Ricardo Jorge. Poderá servir tanto as Forças Armadas como a população em geral se o SNS assim o entender.

As Forças Armadas têm também apoiado hospitais distritais, de norte a sul do país, com a instalação e manutenção de tendas de campanha no exterior dessas unidades de saúde, ampliando assim a sua capacidade de triagem e de isolamento de casos suspeitos de infeção.

O Polo do Porto do Hospital das Forças Armadas acelerou umas obras que já estão concluídas para aumentar a sua capacidade, dispondo agora de mais 17 camas.

Capacidades das Forças Armadas para disponibilizar espaços para centros de acolhimento, isto é, para internamento de infetados não-graves e com uma evolução favorável da doença.

  • Marinha – 547 camas no ALFEITE (Distrito de Setúbal)
  • Exército – 1013 camas em Lisboa, Porto, Norte (Braga), Centro (Leiria e Caldas da Rainha) e Sul (Beja e Vendas Novas) e Ilhas (S. Miguel, Terceira e Funchal)
  • FAP – 804 camas em diversas Bases (Distritos de Lisboa, Leiria e Setúbal)
  • Total – cerca de 2364 camas

O Centro de Apoio Social no Alfeite, do Instituto de Ação Social as Forças Armadas, em coordenação com a responsável da Escola Básica do Alfeite, está a assegurar o fornecimento de alimentação às crianças e alunos que frequentam o ensino Básico e Pré-escolar referenciados ao escalão A da Ação Social Escolar.

O Centro de Apoio Social em Runa, do Instituto de Ação Social das Forças Armadas, adotou medidas especiais para assegurar a continuidade do apoio da Farmácia de referência (de Torres Vedras) – preparação e entrega da medicação em Unidose para os residentes, bem como de medicação de urgência com levantamento pelo pessoal da Unidade Funcional 2, e do serviço de análises clínicas aos residentes.

A Força Aérea continua a zelar pela coesão territorial, assegurando a ligação entre o continente e os arquipélagos no âmbito das evacuações aeromédicas. No dia 18 de março, efetuou um transporte de equipamentos de proteção individual e medicamentos de Lisboa para o Funchal a pedido do Governo Regional da Madeira.

Entidade civil apoiada Unidade apoiante Apoio
DGS/INFARMED LMPQF Armazenamento, gestão e distribuição de Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Cruz Vermelha LMPQF Armazenamento da Reserva Estratégica
DGS/INFARMED LMPQF Distribuição de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital de Guimarães RC6 2 tendas
Hospital das Caldas da Rainha ESE 2 tendas
Hospital de Sta Luzia (Viana do Castelo) ES 3 tendas (4 arcos)
Hospital de Vila Nova de Gaia/Espinho (Gaia) ES 1 tenda
Hospital do Espírito Santo (Évora) RC3 2 tendas (para 180 dias)
Hospital de São Teotónio (Viseu) RI14 3 tendas (5 arcos)
Hospital de Santa Maria LMPQF

Regimento de Transportes Unidade de Apoio/CmdLog

Distribuição de artigos da Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital Curry Cabral LMPQF

Regimento de Transportes Unidade de Apoio/CmdLog

Distribuição de artigos da Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital  S. Francisco Xavier LMPQF

Regimento de Transportes Unidade de Apoio/CmdLog

Distribuição de artigos da Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital  Amadora-Sintra

 

LMPQF

Regimento de Transportes Unidade de Apoio/CmdLog

Distribuição de artigos da Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital Garcia de Orta

 

LMPQF

Regimento de Transportes Unidade de Apoio/CmdLog

Distribuição de artigos da Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital Universitário de Coimbra LMPQF

Regimento de Transportes Unidade de Apoio/CmdLog

Distribuição de artigos da Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital do Porto LMPQF

Regimento de Transportes Unidade de Apoio/CmdLog

Distribuição de artigos da Reserva Estratégica de Medicamentos e de Equipamentos de Proteção Individual
Hospital Dr. Nélio Mendonça (Funchal) RG3 2 tendas + 12 camas (6 por tenda)
Hospital de Vila Nova de Gaia/Espinho (Espinho) Regimento de Infantaria 10, Regimento de Engenharia N.º 3 1 tenda
Hospital Distrital de Abrantes RAME, BrigMec 1+1 tenda (3 arcos)
Hospital do Espírito Santo (Évora) DF Disponibilização de instalações, camas e salas para armazenamento de artigos médicos
Centro de Saúde de Mafra EA 1 tenda de 4/5 arcos
Centro Hospitalar de Aveiro RI10 2 tendas de 4 arcos
Centro de Saúde de Aveiro Regimento de Infantaria 10, RTm 2 tendas de 4 arcos + 1 tenda de 3 arcos

Aprontamento transp e alojamento e pessoal diferenc

SEF Algarve Regimento de Infantaria 1 1 tenda (3 arcos)
Centro de Saúde de Paredes Regimento de Infantaria 13 1 tenda
Centro de Saúde de S. João da Madeira Regimento de Infantaria 10 1 tenda (5 arcos)
SNS Várias Ativação dos Centros de Acolhimento (?)
RSB Lisboa /Hospital Sta MAria Direção de Saúde Apoio técnico de especialista em montagem de tendas
Serviço Regional de Proteção Civil Madeira Regimento de Guarnição 3 Parqueamento de 10 viaturas + instalação de tenda de apoio aos profissionais do SRPC

 

Que apoio poderá a Defesa Nacional prestar?

A preparação da resposta ao COVID 19 incluiu:

  1. elevar a prontidão de unidades disponíveis para apoio de emergência (dispositivo territorial com cerca de 2300 camas),
  2. elevar a prontidão do Hospital das Forças Armadas no Porto e em Lisboa e Centros de Saúde,
  3. chamar reservistas e médicos internos da área de saúde militar,
  4. aumentar a capacidade material das Unidades de Saúde Militar, ativar as unidades de descontaminação Nuclear Biológico Químico e Radiológico (NBQR) das Forças Armadas (Estação de Descontaminação da Marinha, Elemento Defesa Biológica Química e Radiológica (BQR) do Exército, a Unidade Militar Laboratorial Defesa Biológica Química do Exército e a Esquadrilha de Defesa NRBQ da Força Aérea.
  5. Elevar a prontidão do Laboratório Militar (produção desinfetantes, armazenamento da reserva estratégica do SNS, possibilidade de fabricar medicamentos a pedido do SNS, capacidade para diagnóstico do COVID 19)
  6. Assegurar apoio em transportes críticos que sejam solicitadas

O grau de prontidão das Forças Armadas foi aumentado, contando para isso com a mobilização de Fuzileiros e de elementos das Tropas Especiais da Força de Reação Imediata.

Que medidas adicionais foram tomadas até ao momento?

O Ministério da Defesa Nacional, as Forças Armadas (EMGFA, Marinha, Exército e Força Aérea), o IASFA e o Setor Empresarial do Estado desenvolveram planos de contingência.

O setor empresarial do Estado na área de Defesa continua a trabalhar para assegurar a atividade das empresas e em particular as atividades de suporte às Forças Armadas ou Forças e Serviços de Segurança, em articulação com as associações representativas do setor.

Foi prolongada a suspensão do Dia da Defesa Nacional até 30 de abril.

Encerramento dos espaços culturais, como museus, arquivos e bibliotecas.

Foram estabelecidos novos procedimentos no Hospital das Forças Armadas (Polo Lisboa) com o objetivo de aumentar a proteção de profissionais e utentes:

  • Controlo dos acessos;
  • Interdição das visitas aos doentes internados;
  • Sempre que possível substituir as consultas presenciais por teleconsultas;
  • Desmarcação de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica e Cirurgias não urgentes;
  • Fornecimento de listas de acesso autorizado para utentes;
  • Criação de zona de parqueamento para funcionários e para utentes;
  • Criação de posto de pré-triagem para utentes e visitas autorizadas;
  • Controlo de temperatura para todos os funcionários;
  • Criação de um circuito específico e de área de isolamento para os utentes suspeitos de infeção por COVID-19, no Serviço de Urgência do HFAR;
  • Redução da atividade do Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica e Centro de Medicina Aeronáutica.

Liga dos Combatentes

Desenvolveu cerca de 10 recomendações e decisões, entre elas destacam-se:

  • Cancelamento das cerimónias relativas ao Dia do Combatente, em Portugal e em França;
  • Cancelamento das visitas e passeios turísticos;
  • Restrição das atividades dos núcleos;
  • Identificação de locais de isolamento, em caso de necessidade;
  • Estabeleceram linhas telefónicas para assuntos urgentes.

IASFA

Desenvolveu um plano de contingência e tem vindo a desenvolver ações e medidas relativas aos Centros de Ação Social mediante as fases em que se encontram. De realçar:

  • No início do mês de março divulgou essas medidas e ações pelos familiares e os conselhos da DGS pelos utentes.
  • Reforçou os cuidados de limpeza;
  • Restringiu ao máximo possível a permanência de pessoas nas áreas de atendimento ao público, assim como os contactos sociais, suspendendo todas as visitas aos residentes;
  • Cancelou as visitas dos residentes ao exterior, exceto em casos devidamente justificados;
  • Cancelou todos os eventos promovidos por entidades externas dentro dos Centros de Apoio Social;
  • Limitou o atendimento presencial nalguns locais de atendimento ao exterior (ADM), considerando que os beneficiários da ADM podem enviar por correio os documentos para reembolso das despesas de saúde, no prazo de 6 meses;
  • Suspendeu tratamentos de fisioterapia e consultas médicas aos beneficiários não residentes, considerando que esses serviços funcionam em espaços próximos das Unidades Funcionais das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI);
  • Limitou as visitas externas aos grupos de menor risco e suspenderam todas as visitas aos grupos de maior risco
  • Realizaram ações de sessões de sensibilização presenciais.

Nos dias 11 e 12 de março evoluíram para a fase de alerta:

  • Suspensão temporária de tratamentos de duas áreas de reabilitação a utentes externos;
  • Redução das deslocações ao centro médico dos utentes de grupos mais vulneráveis, recebendo os cuidados médicos nas próprias instalações;
  • Diminuição de contacto com os grupos mais vulneráveis;
  • Distribuição e colocação de máscaras faciais no contacto próximo.

Aquando da declaração do estado de emergência:

– Considerando o desempenho preferencial em modelo de teletrabalho, o apoio continua a ser garantido aos Beneficiários, designadamente, através de apoio telefónico e de meios digitais.

– Para os Beneficiários que habitualmente necessitam de consultas médicas (receituário) por motivo de doenças crónicas, foi ativado o serviço não presencial de passagem de receitas, através de telefone, videoconferência e outros meios digitais, complementado por um serviço de entrega de pedidos de receituário em envelope nas receções dos CAS.

– Preparadas linhas de apoio aos Beneficiários para situações de urgência nas áreas residenciais do IASFA, intervenções, inundações e avarias de mecanismos de elevação das quais possam resultar elevada perigosidade, gravidade e severidade.